CHAPADA DIAMANTINA: como é viajar com a Chapada Adventure Daniel?

Viajar para a Chapada Diamantina é conhecer um novo mundo. E para desbravar esses novos caminhos, você precisa ter a companhia de um nativo. Por isso, antes de comprar a passagem rumo ao paraíso, eu pesquisei bastante sobre os condutores de Lençóis, cidade em que fiquei hospedada. Para minha surpresa, encontrei uma agência com histórico e serviços muito bem recomendados. E esse é o motivo desse texto. Vou contar como é viajar com a Chapada Adventure Daniel.

Guia Cleiton me ajudando a tirar uma foto na Cachcoeira da Fumaça. (FOTO: Helene Santos)

Guia Cleiton me ajudando a tirar uma foto na Cachoeira da Fumaça. (FOTO: Helene Santos)

Resultado da foto (FOTO: Guia Cleiton - Chapada Adventure Daniel)

Resultado da foto (FOTO: Guia Cleiton – Chapada Adventure Daniel)

Por que viajar com um guia local?

O guia local conhece o melhor trajeto, a história do lugares, os detalhes e as curiosidades. Por mais que você use um mapa e tente se aventurar, o passeio não vai ser tão interessante quanto ser acompanhado por um guia local. Ir ao salão de areias coloridas e não ouvir sobre como ele foi criado é como não conhecer o lugar. Da mesma forma, fazer as trilhas sem ouvir as histórias dos garimpeiros em busca dos diamantes não vale o passeio.

Viajar é mais do que sair da sua cidade e conhecer outro lugar, é um aprendizado. É vivenciar uma cultura diferente da sua e entender a sua história e valores. E com a ajuda de um guia local, tudo isso fica mais fácil.

Rio Mucugezinho e Poço do Diabo. (FOTO: Helene Santos)

Rio Mucugezinho e Poço do Diabo. (FOTO: Helene Santos)

Como escolher um guia na Chapada Diamantina?

O primeiro passo é definir a sua cidade base na Chapada. Depois, consulte a lista da Associação de Condutores de Visitantes. Os nomes presentes na lista são de profissionais experientes e dispostos a tornar os seus passeios mais proveitosos. Conheça as principais:

Depois disso, você pode contactar o guia diretamente por telefone ou buscar uma agência que ofereça o serviço. Na primeira opção, você negocia o preço diretamente com o guia. Alguns têm veículo próprio, mas se você preferir alugar um, o guia vai acompanhando.

Já na segunda opção, a agência oferta mais opções: passeios únicos, pacotes diários, pacotes de vários dias e passeios personalizados, em que você escolhe a rota, os horários e a quantidade de pessoas (individual ou em grupo). Caso você alugue um carro e queira um guia para acompanhá-lo, a agência também têm esse serviço.

Guia Jair, além de contar detalhadamente as histórias do lugar, carrega o típico bom humor baiano. (FOTO: Helene Santos)

Guia Jair, além de contar detalhadamente as histórias do lugar, carrega o típico bom humor baiano. (FOTO: Helene Santos)

Por que escolher uma agência para realizar os passeios?

O planejamento de uma viagem envolve pesquisas e consultas. Mas e se você pudesse ter todas as informações em um único lugar? A agência de turismo tem essa função: orientar os visitantes, tirar as dúvidas e encontrar a melhor opção para a sua viagem.

Quando decidi ir para a Chapada Diamantina sozinha, pesquisei sobre as agências locais pois queria otimizar meu tempo para conhecer melhor o destino. Foi aí que eu descobri a Chapada Adventure Daniel. Com boas recomendações e site recheado de informações, não pensei duas vezes e já entrei em contato para tirar minhas dúvidas e fazer minha reserva.

Vale do Capão - Guiado por Jair e Cleiton, da Chapada Adventure Daniel. (FOTO: Helene Santos)

Vale do Capão – Guiado por Jair e Cleiton, da Chapada Adventure Daniel. (FOTO: Helene Santos)

Entrando na gruta do Poço Azul. (FOTO: Helene Santos)

Entrando na gruta do Poço Azul. (FOTO: Helene Santos)

Por que eu escolhi a Chapada Adventure Daniel?

O principal motivo foram as recomendações. Pesquisei bastante, li vários comentários e percebi que essa era a maior e mais recomendada agência de turismo da Chapada Diamantina. Ao navegar pelo site encontrei muitas informações, mas o que me chamou a atenção foi a exposição dos preços e detalhes dos passeios – o que não achei em outros sites. A clareza das informações e os pacotes online facilitam muito a vida de um viajante.

Quando entrei em contato, fui muito bem atendida. Tirei todas as minhas dúvidas e recebi mais detalhes dos passeios que eu pretendia fazer. Além do roteiro, a agência também ajuda na escolha da hospedagem e atrações turísticas locais de Lençóis que podem ser visitadas a pé. E caso surgisse mais alguma dúvida antes da viagem, a Flávia Brivio (proprietária) me atendia com toda atenção e simpatia.

Serviços da agência

  • transfers em toda a Bahia;
  • passeios com guias credenciados;
  • guias e condutores de turismo por diária;
  • elaboração de roteiros personalizados e privativos;
  • reserva na emissão de passagens terrestres para Lençóis;
  • reservas e dicas de hospedagem e gastronomia na Chapada;
  • material de apoio durante os passeios, como colete e capacete para as grutas.

Passeios

Viajar com a Chapada Adventure Daniel me deu toda a tranquilidade e segurança que eu precisava. Após indicações de amigos e pesquisas na internet, entrei em contato para tirar as dúvidas. Rapidamente decidi quais passeios queria fazer e agendei com a agência.

Quando cheguei em Lençóis, fui até a agência e aproveitei pra ver os vídeos e fotos dos passeios. São imagens lindíssimas, e os guias detalham cada lugar. Dá vontade de conhecer todos!! Me informei sobre o passeio do dia seguinte e já fiquei na expectativa.

Pontualmente a equipe foi me buscar no hostel. Os guias são super divertidos e nos ajudam durante o passeio: incentivando quando a trilha é difícil, tirando fotos e dando informações detalhadas e peculiares sobre os lugares que visitamos. Um destaque para o Cleiton, com seu bom humor contagiante e para o Jair, que está sempre atento e prestativo.

Com a agência, conheci a Cachoeira da Fumaça, a Cachoeira do Riachinho, o Rio Mucugezinho, o Poço do Diabo, a Gruta Lapa Doce, o Morro do Pai Inácio e os Poços Azul e Encantado. São lugares incríveis que me proporcionaram experiências únicas e inesquecíveis.

Morro do Pai Inácio. (FOTO: Helene Santos)

Morro do Pai Inácio. (FOTO: Helene Santos)

A Chapada é enorme e tem muito mais a oferecer. Espero voltar em breve para conhecer outras regiões. E quando for escolher os passeios e apoio, novamente vou optar pela Chapada Adventure Daniel. Eles dão toda a assistência necessária, desde informações a transporte e alimentação. Você não se preocupa com nada, só em se divertir!

Portanto, se você deseja conhecer ou voltar para a Chapada Diamantina e quiser garantir os seus passeios com profissionalismo e diversão, experimente viajar com a Chapada Adventure Daniel! Você vai adorar ser recebido por esses baianos simpáticos e atenciosos.

Gostou da recomendação? Ficou com alguma dúvida? Então deixe o seu comentário aqui ou entre em contato diretamente com a agência.

Morro do Pai Inácio. (FOTO: Helene Santos)

Morro do Pai Inácio. (FOTO: Helene Santos)

Serviço

Chapada Adventure Daniel
Endereço: Praça Horácio de Matos, 144 – Lençóis – Bahia
Contato: (75) 3334-1933 ou (75) 99928-3818 (whatsapp)
E-mail: contato@chapadaadventure.com | Site

Morro do Pai Inácio, um dos principais cartões-postais da Chapada Diamantina. (FOTO: Helene Santos)

CHAPADA DIAMANTINA: o que você precisa saber antes de ir?

A Chapada Diamantina é um paraíso localizado na região central da Bahia. Montanhas, cachoeiras, rios, poços, cavernas, grutas, morros e cânions compõem a paisagem que sempre surpreende. Não importa se faz calor, se chove ou se o tempo está nublado, esse é um destino que não decepciona. Sabe por quê? Pela força e beleza que ele tem.

As rochas fazem você se sentir pequeno e o verde atrai o seu olhar para o simples. É impossível não sentir-se conectado com a natureza. São sensações fora do comum. Mas tudo isso você só vai entender (ou concordar) quando conhecer esse lugar.

A Chapada é enorme e tem muitos lugares para serem explorados. E para te incentivar, fiz esse texto com as principais informações que você precisa saber antes de ir. Vamos nessa?

Para você ter uma prévia de tudo o que irei abordar, vou mencionar os tópicos. Assim, você pode ir direto para a sua dúvida ou visualizar o conteúdo na ordem. Lembrando que essa é a primeira de uma série de matérias que estou produzindo sobre a Chapada. Então se algum tópico parecer superficial, aguarde que em breve ele pode ser abordado com detalhes. E fique à vontade para dar sugestões ou tirar suas dúvidas. Confira o roteiro deste texto:

  1. Chegada
  2. Hospedagem
  3. Passeios
  4. Quanto tempo ficar na Chapada Diamantina
  5. Orçamento
  6. Preparo físico
  7. Equipamentos necessários
  8. Planejamento do roteiro
  9. Dúvidas comuns

1. CHEGADA

Dependendo do seu local de partida, é possível chegar na Chapada em vários meios de transporte. Mas vou usar Salvador como referência, porque é o trajeto mais comum. De lá, você pode pegar um voo, ônibus ou alugar um carro até Lençóis, cidade base da Chapada.

De avião

A única empresa aérea que opera em Lençóis é a Azul Linhas Aéreas. Além de Salvador, ela também disponibiliza voos de Confins (MG) e São Paulo (SP). Da capital baiana, os voos acontecem às quintas e domingos. Mas eventualmente a Azul opera em outros dias da semana. A duração da viagem de avião é de 1h10.

Eu já vi passagem de R$ 200 (o trecho), mas geralmente o valor é maior. Normalmente, SSA-LEC ida e volta custa entre R$ 500 e R$ 1200. E apesar de pagar por esse valor, você ainda terá que desembolsar o transfer até Lençóis, pois o Aeroporto Horácio de Matos fica na BR-242, aproximadamente 20 km de distância do centro da cidade. Confira a frequência de voos:

Salvador – Lençóis Lençóis – Salvador
Dias: quinta e domingo Dias: quinta e domingo
Partida: 11h55 Partida: 13h30
Chegada: 13h05 Chegada: 14h30

Se você gosta de conforto, essa é a opção mais viável. Mas requer um bom planejamento, devido à frequência limitada de dias e horários dos voos e da necessidade de “casar” a chegada com a saída de um transfer para Lençóis (há diversas agências que disponibilizam o serviço). Dependendo da sua hospedagem o serviço pode ser mais barato ou até gratuito, porque alguns hotéis, pousadas e hostels recepcionam os hóspedes no aeroporto.

De ônibus

A Rodoviária de Salvador fica no bairro Pernambués, região conhecida como “Iguatemi” — devido à mudança que o shopping trouxe ao lugar (ele não existe mais, mas ficou a fama). Do aeroporto até lá, são 20 km de distância. Da Barra — região mais procurada para hospedagem — são cerca de 12 km de distância.

A empresa que faz o trajeto é a Real Expresso. Ela realiza a venda de passagem online via site e aplicativo. O valor do trecho é de R$ 86, mais R$ 2 de taxa de embarque. São cerca de 6h de viagem, mas a volta pode durar 7h. É possível deitar o banco e descansar no caminho. Também há a opção leito, em que você viaja numa espécie de cama, cujo o valor é um pouco mais do que o dobro da tarifa convencional. Normalmente os horários são:

Salvador – Lençóis Lençóis – Salvador
7h – 13h05 7h30 – 14h50
13h – 19h05 13h15 – 20h20
23h – 05h05 (+1) 23h30 – 6h20 (+1)

Lembrando que essas são opções de chegada em Lençóis. Existem ônibus para outras cidades da Chapada: Palmeiras, Itaberaba, Andaraí/ Igatu, Ibicoara e Mucugê. Para esses outros destinos você deve procurar as empresas Águia Branca e Viação Novo Horizonte.

A viagem de ônibus é a mais escolhida pelos mochileiros. Além de ser o meio de transporte mais econômico, não há a preocupação em conduzir um veículo. Sozinho ou acompanhado, você não terá dificuldades no deslocamento, mesmo se não conhecer a região. Eu viajei os dois trechos no período da noite e dormi a maior parte do caminho. Tem três paradas curtas e geralmente o ônibus não vai muito cheio. Achei super tranquilo e recomendo.

De carro

Essa é a opção mais indicada para quem deseja personalizar a viagem, porque você terá mais liberdade para organizar os horários e o próprio roteiro, além de usar o veículo para se locomover até às atrações. As agências que oferecem o transfer Salvador-Lençóis.

Se você prefere ir dirigindo, saiba que o trajeto que também requer planejamento prévio, tanto com mapa e gps quanto com a revisão do carro. O percurso é feito em rodovias asfaltadas e estradas de terra, então você pode utilizar um carro comum, sem a necessidade de tração. Mas para alguns passeios, um carro 4X4 faz toda a diferença. Se possível, considere essa opção.

São cerca de 425 km de distância, então prepare-se para pegar a estrada. De preferência, reveze a direção para garantir atenção e tranquilidade durante a viagem. Faça paradas quando necessário e aprecie a vista, pois a Chapada começa a encantar no próprio trajeto.

Cachoeira da Fumaça vista por cima, com foto de celular. (FOTO: Rosana Romão)

Cachoeira da Fumaça vista por cima, com foto de celular. (FOTO: Rosana Romão)

2. HOSPEDAGEM

Como falei anteriormente, a cidade base da Chapada é Lençóis. Ela é como se fosse a “capital’, apesar de a Chapada ser uma região dentro da Bahia, e não um estado. Aliás, muita gente acha que Chapada Diamantina é o nome de uma cidade. A sua extensão é de 41.751 km², equivalente ao tamanho da Suíça. Portanto, entenda a Chapada como uma grande área, que pode ser explorada de diferentes lugares:

  • Lençóis;
  • Vale do Capão;
  • Mucugê;
  • Andaraí;
  • Igatu;
  • Ibicoara;
  • Palmeiras;
  • Piatã;
  • Rio de Contas.

Dependendo da sua escolha, você vai encontrar diferentes hospedagens, desde hotéis de luxo, a pousadas, hostels e moradia nativa. Mas saiba que você vai explorar a natureza, então quanto mais rústica for a sua estadia, melhor será a experiência.

Para você ter uma noção de valores, a diária de um hotel custa cerca de R$ 400 e a de um hostel R$ 50. Também é possível alugar um flat ou casa e negociar o preço com o proprietário. Essa é opção indicada para grupos.

Depois posso fazer um post com algumas indicações de hospedagens. Se preferir, deixe a sua dúvida nos comentários que eu vou ter o maior prazer em ajudar. Mas em todas as opções de estadia você vai se sentir bem recebido, pois os baianos são acolhedores e estão sempre com um sorriso no rosto.

3. PASSEIOS

Essa é a melhor parte. Afinal, quem não fica empolgado ao ver as paisagens da Chapada? É quase impossível não se imaginar lá. E olha, tem muita coisa pra você conhecer! Por isso, esse item deve ser muito bem planejado. É importante conhecer as atrações para definir as que você deseja conhecer.

Quando estiver lá, à medida em que for conhecendo os lugares, você vai querer ampliar o roteiro. E se não fizer um bom planejamento (com antecedência), pode ficar mais difícil conciliar os passeios. Então, não corra esse risco. Pesquise, veja fotos, vídeos, pergunte a quem já foi e faça uma seleção antes de ir.

Há opções de caminhadas curtas, com pouco esforço, caminhadas de nível médio (1 dia), trekkings longos (2 a 5 dias) e esportes de aventura (escalada e rapel). Essas informações são essenciais para a composição do roteiro.

Na Chapada, a ideia é passar o dia fora, conhecendo as belezas naturais. Ou seja, para fazer os passeios, você vai sair de manhã e retornar no final de tarde ou à noite. Isso quando não for um trekking de mais de um dia. As agências e guias particulares organizam as saídas agrupando vários lugares no mesmo passeio.

Guia particular ou agência?

Os guias cobram por diária, e o valor depende do roteiro escolhido. Essa opção é mais indicada para grupos que viajam de carro. Mas lembre-se de reservar um lugar no veículo para o guia (que deve fazer parte da Associação de Condutores). As agências dispõem de transporte, guia nativo, alimentação e entrada nas atrações no mesmo pacote.

Mergulhar no Poço Azul é uma das experiências mais incríveis da Chapada. (FOTO: Chapada Adventure Daniel)

Mergulhar no Poço Azul é uma das experiências mais incríveis da Chapada. (FOTO: Chapada Adventure Daniel)

PASSEIOS POPULARES

Confira os passeios mais procurados da Chapada, com saída de Lençóis e informações sobre o duração, nível de esforço e média de valores.

GRUTAS COM PAI INÁCIO

Atrações: Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta Azul, Gruta da Pratinha, Gruta Lapa Doce (ou Gruta da Torrinha) e Morro do Pai Inácio.
Nível de dificuldade/ duração: fácil/ 1 dia
Valor: R$ 200 a R$ 250 por pessoa.
Comentário: É o passeio mais tradicional, conhecido como Roteiro 1. Você conhece vários lugares no mesmo dia, com direito a banho e almoço no Restaurante e Gruta Lapa Doce (muito bom).

CACHOEIRA DA FUMAÇA POR CIMA COM RIACHINHO

Atrações: Cachoeira da Fumaça e Riachinho
Nível de dificuldade/ duração: médio/ 1 dia
Valor: R$ 150 a R$ 190 por pessoa
Comentário: É cansativo, mas vale todo o esforço. São 12 km (ida e volta) para chegar na 2ª maior cachoeira do Brasil: 340 metros de altura. A altitude e o vento forte na beira do precipício são os fatores que dão mais adrenalina ao passeio. É lá que você vai entender o porquê do nome Fumaça.

POÇOS

Atrações: Mirante do Rio Paraguaçu, Poço Azul e Poço Encantado.
Nível de dificuldade/ duração: fácil/ 1 a 2 dias
Valor: R$ 250 a 280 por pessoa.
Comentário: São lugares que proporcionam uma experiência incrível e única. Por isso, estão entre as atrações mais procuradas da Chapada. Algumas agências oferecem a Cachoeira do Buracão (com pernoite em Mucugê) nesse mesmo passeio. Dessa forma, ele totaliza 2 dias.

CACHOEIRA DO SOSSEGO COM RIBEIRÃO

Atrações: Cachoeira do Sossego e Ribeirão (do meio, de cima e de baixo)
Nível de dificuldade/ duração: moderado/ 1 dia
Valor: R$ 150 por pessoa
Comentário: De sossego, só tem o nome. Prepare-se para encarar 6 km íngreme e desnivelado. Mas depois de todo o percurso, você não irá se arrepender: a queda d’água é muito forte . O descanso no Ribeirão finaliza o dia.

PARQUE DA MURITIBA COM SERRANO

Atrações: Salão de areias coloridas, Cachoeira da Primavera, Poço Halley, Cachoeirinha e vista panorâmica da cidade de Lençóis.
Nível de dificuldade/ duração: fácil / 1 dia
Valor: R$ 80 por pessoa
Comentário: Esse é um passeio leve, ideal para  o dia seguinte de uma trilha pesada (como a Fumaça e o Sossego). Fica na própria cidade de Lençóis e é possível ir a pé.

CACHOEIRA DO MOSQUITO

Atrações: Cachoeira do Mosquito
Nível de dificuldade/ duração: fácil/ 1 dia
Valor: R$ 150 a R$ 200 por pessoa
Comentário: Também pode ser feita junto com o Serrano ou Poço do Diabo. Não exige muito esforço e oferece uma forte e bela queda d’água. Também é possível ficar atrás do véu de água e ter uma vista diferenciada.

Estalactites e estalagmites da Gruta Lapa Doce, em Iraquara. (FOTO: Helene Santos)

Estalactites e estalagmites da Gruta Lapa Doce, em Iraquara. (FOTO: Helene Santos)

CACHOEIRA DO BURACÃO

Atrações: Cachoeira do Buracão, Cachoeira das Orquídeas, Cachoeira do Recanto Verde e Bucacãozinho.
Nível de dificuldade/ duração: fácil/ 1 a 2 dias
Valor: R$ 350 a R$ 420
Comentário: É possível fazer em um dia, mas a distância de Lençóis é de 260 km. Existe a opção de pernoitar em Ibicoara ou Mucugê (mais comum), junto com o passeio dos Poços. O lugar compensa todo o esforço: você nada por dentro do cânion e ainda tem a visão panorâmica de cima do Buracão.

TRAVESSIA ÁGUAS CLARAS

Atrações: Morro do Pai Inácio, Morrão, Três Irmãos e riacho de águas cristalinas.
Nível de dificuldade/ duração: moderado/ 1 dia
Valor: R$150 a  200 por pessoa
Comentário: O trajeto contempla Vale do Capão – Pai Inácio ou o contrário. Pode ser feito bate e volta ou com a trilha completa (18 km). O percurso é feito em campo aberto (maior parte plano) e com vista para os mais imponentes cenários da chapada. Para fechar com chave de ouro, finalize o dia com o pôr do sol no Morro do Pai Inácio.

RAPEL NA GRUTA DO LAPÃO

Atrações: Travessia e/ou descida pela Gruta do Lapão (50 metros de altura)
Nível de dificuldade/ duração: moderado
Valor: R$ 150 a R$ 300 por pessoa
Comentário: Para quem gosta de adrenalina e natureza, é o casamento perfeito. Para chegar lá, você pode ir caminhando a partir de Lençóis. São 11 km de distância, mas é necessário o acompanhamento de um guia.

TRAVESSIA VALE DO PATI

Atrações: Mirante e Rampa do Pati, Gerais do Vieira e do Rio Preto, Cachoeirão, Morro do Castelo e Cachoeira do Funil. Mas o percurso em si é a maior atração.
Nível de dificuldade/ duração: alto/ 3 a 5 dias
Acomodação: casa de nativos. Há quartos coletivos e para casais. Algumas casas aceitam camping. As famílias oferecem café da manhã e jantar. O almoço é feito com lanches durante o trekking.
Valor: R$ 300 por dia
Comentário: O lugar mais espetacular da Chapada Diamantina. Uma experiência rústica, de vida simples e natureza exuberante. O percurso diário é de 15 a 25 km, com grau de dificuldade alto e muitas subidas e descidas. Algumas agências e guias particulares fazem o passeio de 1 dia no Mirante do Pati, mas é preciso negociar. Porém, apenas um dia não é o suficiente, só serve para dar vontade de fazer o Pati completo. É melhor investir na segunda opção.

CACHOEIRA DA FUMAÇA POR BAIXO

Atrações: Serra do Macaco, Poço da Fumaça, Cachoeira da Capivara e Cachoeira do Palmital. Dependendo do passeio, pode ser incluída a Fumaça por cima.
Nível de dificuldade/ duração: alto/ 2 ou 3 dias
Valor: a negociar
Comentário: Necessita de um bom preparo físico para trekking. Oferece uma vista completamente diferente e a proximidade com a cachoeira a torna ainda mais incrível. Porém, esse passeio depende das condições climáticas para ser realizado com segurança.

CACHOEIRA DA FUMACINHA

Atrações: Cachoeira da Fumacinha
Nível de dificuldade/ duração: alto/ 1 ou 2 dias
Valor: R$ 550 (hospedagem em Ibicoara)
Comentário: O percurso exige muita disposição, atenção e equilíbrio. São 18 km no total, que podem ser feitos em 1 ou 2 dias. Se optar por fazê-lo em um 1 dia, descanse bastante no dia anterior, pois você vai acordar muito cedo e gastar muita energia. Em compensação, o cenário vai fazer você esquecer de todas as dificuldades.

CACHOEIRA DO MIXILA

Atrações: Cachoeira do Capivari (40 metros de queda), Poção (pernoite/ camping) e Cachoeira do Mixila
Nível de dificuldade/ duração: alto / 2 dias
Valor: R$ 800 (equipamento de camping incluso)
Comentário: O percurso total tem 18 km e o Mixila é o último ponto, visitado no 2º dia. Para chegar lá, é preciso passar pelo leito do rio (em meio ao cânion) e dois poços a nado.

Cachoeira e Poço do Diabo. (FOTO: Helene Santos)

Cachoeira e Poço do Diabo. (FOTO: Helene Santos)

PASSEIOS MENOS POPULARES

Confira alguns dos passeios mais tranquilos e menos procurados a partir de suas localidades:

MUCUGÊ

  • Mar de Espanha e Cachoeira da Sibéria
  • Cachoeira do Cardoso

ANDARAÍ

  • Cachoeira do Ramalho
  • Cachoeiras das Três Barras, dos Cristais e Bequinho
  • Cachoeira da Califórnia, em Igatu
  • Cachoeira da Invernada
  • Cachoeira da Roncadeira
  • Cachoeira do Herculano (100 metros de altura)
  • Cachoeira do Bom Jardim
  • Gruta da Paixão
  • Cachoeira da Rosinha

LENÇÓIS

  • Cachoeira do Rio Mandassaia
  • Cachoeiras do Fundão e 21

PALMEIRAS

  • Cachoeiras de Conceição dos Gatos
  • Pinturas Rupestres da Serra Negra

RIO DAS CONTAS

  • Cachoeira do Jiló
  • Poço Preto

ITAETÊ

  • Cachoeira Encantada

IRAQUARA

  • Gruta da Fumaça

MORRO DO CHAPÉU

  • Gruta dos Brejões

RIO DO PIRES E ABAÍRA

  • Pico do Barbado (mais alto do nordeste)
Vista do Vale do Capão. (FOTO: Helene Santos)

Vista do Vale do Capão. (FOTO: Helene Santos)

4. QUANTO TEMPO FICAR NA CHAPADA DIAMANTINA

Essa questão é muito relativa porque depende da sua disponibilidade financeira e de tempo. Mas uma coisa é certa: independentemente da duração, vai ser uma boa experiência. Se você puder ficar um mês, vai visitar  vários lugares e ainda assim não vai conhecer tudo. Se puder ficar um dia e aproveitá-lo bem, também vai conhecer muita coisa e ficar na vontade de voltar para ver o restante.

O período mais recomendado é de 1 semana (tirando os dias de ida e volta), pois nem é muito e nem é pouco, dá pra aproveitar bastante. Lembre-se de que quanto mais dias ou passeios você incluir no roteiro, mais cansativo ele será, pois as trilhas exigem muito esforço físico. Uma boa opção é reservar um dia para o descanso, principalmente depois dos trekkings.

Mas o mais importante é a logística durante esses dias. Apesar de ser apenas uma semana, faça o possível para ela render ao máximo. Para isso, estude bem as atrações e defina o roteiro com bastante antecedência, com planos B e C para eventualidades. Também é recomendado deixar um dia em aberto, para definir o destino lá. Pois, à medida em que vai conhecendo as atrações, você vai se identificar com determinados passeios e pode se surpreender: um princípio não parecia tão atrativo pode se tornar um desejo seu.

Ah, mas eu já vi pessoas passarem apenas um final de semana na Chapada”. Sim, é possível, mas você volta com a sensação de que poderia ter aproveitado mais. Então, se for pra planejar uma viagem para a Chapada Diamantina, escolha, no mínimo, 5 dias e otimize o tempo da melhor forma possível. Peça dicas de quem já foi e converse com os guias para saber quais são os melhores passeios para aquele período. Como se tratam de atrativos naturais, as alterações de clima podem comprometer a vista de alguns lugares.

Cachoeira da Fumaça. (FOTO: Chapada Adventure Daniel)

Cachoeira da Fumaça. (FOTO: Chapada Adventure Daniel)

5. ORÇAMENTO

Assim como você precisa disponibilizar de tempo para ter um boa experiência, é importante fazer uma economia para colocar o planejamento em prática. Cada passeio custa, em média, R$ 150, mas pode chegar até R$ 800 se incluir pernoite e regiões de difícil acesso. E além dos passeios há outras despesas: deslocamento de ida e volta, alimentação e hospedagem.

Para quem deseja uma viagem econômica, escolha os três principais passeios (Grutas com Pai Inácio, Poços e Fumaça), hospede-se em um hostel (há opções com R$ 50 a diária),  escolha o ônibus como meio de transporte e opte por alimentação simples.

Levando alguns lanches e fazendo refeições econômicas (vários restaurantes que oferecem Prato Feito), você não vai precisar desembolsar muito dinheiro. Todo esse pacote (passeios, hostel e alimentação) para 1 final de semana, custará cerca de R$ 1500.

Mas dependendo do seu estilo de viagem, dias de estadia e passeios escolhidos, o valor pode mudar. Se possível, faça reservas com antecedência e reserve parte do orçamento em espécie, pois alguns estabelecimentos não aceitam cartão de crédito ou débito e há poucos bancos a disposição dos turistas. Apenas o Banco do Brasil, o Bradesco e a Caixa Econômica operam.

Apesar de ter citados esses valores, eu enxergo o orçamento como um investimento. Se você gosta de natureza, aventura e novas vivências, sabe que não tem preço que pague por uma experiência. O turismo é bem organizado, gera renda direta à população local e vale cada centavo.

6. PREPARO FÍSICO

Se você pretende ir à Chapada, saiba que vai enfrentar muitas ladeiras, caminhadas e trekkings. Para quem é totalmente sedentário, o ideal é escolher passeios mais leves, com intervalos de descanso. Já quem gosta de aventura, tenha cuidado para não ir com muita “sede ao pote”, pois há lugares que requerem esforço até dos mais experientes.

Mas apesar do esforço, todas as atrações trazem recompensas. As formações rochosas, vegetação e balneários são impressionantes! O desafio de superar limites é outro atrativo: a caminhada ou trekking pode ser uma forma de meditação ou proporcionar experiências únicas.

7. EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS

Dependendo dos passeios que você escolher, serão necessários equipamentos específicos. O básico que você deve levar é: mochila, tênis ou bota apropriada para trilhas e trekking, garrafa para armazenamento de água, roupas leves, roupa de banho, câmera, óculos escuros, chapéu, repelente e protetor solar (indispensável).

Se você tiver uma câmera de mão (tipo GoPro), é melhor levá-la ao invés uma câmera profissional, devido ao peso e à possibilidade de tirar fotos submersas. Se for viajar de ônibus, leve um pequeno travesseiro ou lençol para tornar na viagem mais confortável.

E deixe um espaço na mala para possíveis compras, pois certamente você vai querer levar lembrancinhas e cervejas artesanais ou cafés produzidos na região (são maravilhosos).

Por do sol no Morro do Pai Inácio. (FOTO: Helene Santos)

Por do sol no Morro do Pai Inácio. (FOTO: Helene Santos)

8. PLANEJAMENTO DO ROTEIRO

Alugar ou carro e contratar um guia ou fechar pacote com agência? Onde encontrar a lista de guias da Associação de Condutores? Melhor começar a trip na região norte ou na sul? Devo ficar algum dia em Salvador ou não vale a pena? O que fazer no primeiro dia? Onde comprar lembrancinhas? Quais os pratos típicos que eu preciso experimentar? São muitas dúvidas, não é mesmo? E todas elas são resolvidas com uma palavra: planejamento.

Na verdade, essa é a palavra-chave de todo viajante. Pesquisar é o primeiro passo para montar o seu roteiro. Seja curioso, busque informações e teste possibilidades. Só assim você vai descobrir como tornar a sua viagem mais proveitosa. Eu posso dar mil dicas aqui ou até fazer um post sobre isso mas, no fim, tudo vai depender da sua organização e do seu estilo de viagem. Mas tenha em mente que você precisa de:

  • pesquisar e fazer reservas com antecedência;
  • escolher os lugares que mais vai conhecer;
  • definir algumas opções para imprevistos;
  • ter um orçamento calculado e monitorado durante toda a viagem;
  • alternar os percursos de acordo com os níveis de dificuldades (fácil/moderado, leve/alto);
  • preparo físico e muita energia para explorar ao máximo o destino.

9. DÚVIDAS COMUNS

Mesmo com esse texto extenso, é normal que você ainda tenha dúvidas. Se você desejar mais informações sobre um determinado assunto ou algo que não foi mencionado, comente neste post. Vou ter o maior prazer em ajudar você.

E mesmo que eu não saiba a resposta, vou pesquisar e compartilhar o que aprendi. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida de viajante é que o conhecimento adquirido deve ser compartilhado. Muitas pessoas já me ajudaram e eu também quero fazer a minha parte para que esse fluxo continue.

Também vou publicar mais textos sobre a Chapada Diamantina. Então se você se interessa pelo assunto e deseja acompanhar as próximas publicações, deixe o seu e-mail nos comentários ou me envie um e-mail (contato@cearaviaja.com.br) com o seguinte título: “Quero saber mais sobre a Chapada Diamantina”.

Vou responder informando sobre as novas postagens.

Gostou do guia? Então deixe sua opinião nos comentários! E se esse conteúdo foi útil pra você, compartilhe nas suas redes sociais para que ele alcance mais pessoas! E vamos desbravar esse mundão, que é cheio de surpresas e aventuras!

Rosana Romão viajou à convite da Chapada Adventure Daniel.

Jalapão e Chapada das Mesas: por que estão em evidência?

O ano de 2017 fez muitos viajantes se reinventarem e descobrirem destinos nacionais pouco explorados. O Jalapão e a Chapada das Mesas são exemplos disso. Apesar de estarem em estados diferentes, com tempo disponível, é possível conhecer os dois lugares na mesma viagem. As empresas de turismo locais já oferecem o serviço, nomeado de Jalapada (Jalapão e Chapada). Mas por que esses destinos estão em evidência? O que eles têm de especial? É o que você vai conferir neste texto. Acompanhe!

Jalapão – TO

O Parque Estadual do Jalapão (JEP) está localizado no centro-leste do Estado de Tocantins e fica a 190 km da capital Palmas — percurso feito com veículos de tração 4X4. A natureza é o principal atrativo: fervedouros, cachoeiras cristalinas, nascentes de água verde-esmeralda, chapadões e dunas alaranjadas de areia fina que podem ter até 40 metros de altura. Por esses motivos, é  considerado um dos principais destinos ecoturísticos do Brasil.

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

Criado pela Lei Estadual 1.203/2001, o parque possui 34 mil km², com concentração no município de Mateiros e limites com as cidades de Ponte Alta do Tocantins, São Félix do Tocantins e Novo Acordo. A vegetação tem o cerrado mais bem preservado do país, que encontra-se com o pantanal e a floresta amazônica, um espetáculo raro.

O grande cartão-postal do Jalapão são os fervedouros — locais com águas cristalinas onde é impossível afundar devido à pressão exercida pela água que brota do fundo, misturando-se à areia fininha. Mas existem outros atrativos: Cachoeira da Formiga (água verde-esmeralda), Cachoeira da Velha (100 metros de largura e 15 de altura) e o Cânion Sussuapara. Quem desejar explorar todo o Estado também pode conhecer a Ilha do Bananal (maior ilha fluvial do mundo), o Bico do Papagaio e as praias de rios. A alta temporada se dá no período de junho a agosto, com temperatura média de 30ºC.

Estrada do Jalapão. (FOTO: Fábio Arruda)

Estrada do Jalapão. (FOTO: Fábio Arruda)

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

Diferenciais

O lugar é ideal para quem gosta da natureza e da vida selvagem, com hospedagem à beira dos rios e gastronomia influenciada pelas culturas indígena, portuguesa, paulista e mineira. Além disso, você vai encantar-se com a diversidade de plantas nativas, como o capim dourado, que tem a cor parecida com o ouro e é muito usado em peças de artesanato.

Mesmo com 16 anos de existência, o Jalapão era pouco conhecido. Mas com a recente exposição na mídia (redes sociais e novela O Outro Lado do Paraíso, da Rede Globo) e com o crescimento das empresas de turismo da região, esse destino é um dos mais desejados para 2018.

O Impressões de Viagens fez uma expedição pelo Jalapão e captou vídeos e imagens incríveis! Os vídeos mostram a chegada, os fervedouros e as cachoeiras e cânions.

Chapada das Mesas – MA

Esse é um destino ainda pouco conhecido pela maioria dos brasileiros, mas está conquistando os turistas, principalmente os que optam pela Jalapada. O Parque Nacional da Chapada das Mesas está localizado no sul do Maranhão, na divisa com Tocantins.

Para quem vem de outras regiões, o ideal é pegar um voo até Imperatriz (MA) e de lá ir para Carolina, cidade base da Chapada das Mesas. São 226 quilômetros de distância, que podem ser percorridos de carro, ônibus ou transfer privativo. A melhor época é a partir de agosto, quando termina a época de chuvas. Como o destino ainda não é tão conhecido, dificilmente você irá encontrar a Chapada super lotada. A maioria dos turistas vem do Pará.

O município de Carolina fica a 800 km de São Luís e é chamado de Paraíso das Águas, pois possui mais de 400 nascentes e cerca de 89 cachoeiras. Além desse balneário, as formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva impressionam.  É o lugar perfeito para quem gosta do turismo de aventura: caminhada, trekking, rafting e rapel.

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

Para explorar os mais de 160 hectares de matas, cânions, cerrado, grutas e cachoeiras, você precisa de um carro 4X4, pois as estradas são de terra e as atrações ficam distantes  —  às vezes mais de 100 km de Carolina. Por isso, é importante contratar um guia ou agência para realizar os passeios e aproveitar melhor a viagem. Reserve quatro dias inteiros para visitar a Chapada. Confira os lugares que precisam estar no seu roteiro:

  • Cachoeira Santa Bárbara (76 metros de queda);
  • Cachoeira São Romão (22 metros de altura e 33 metros de largura);
  • Cachoeiras da Prata (26 metros);
  • Cachoeiras Capelão e Caverna;
  • Cachoeira Itapecuru;
  • Encanto Azul;
  • Poço Azul;
  • Santuário da Pedra Caída;
  • Portal da Chapada;
  • Morro do Chapéu (378 metros de altitude);
  • Refúgio Ecológico Serra Torre da Lua;
  • Pôr do sol no Rio Tocantins ou no Portal da Chapada.

Município de Carolina, no Maranhão. (FOTO: Fábio Arruda)

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

FOTO: Fábio Arruda

Passeios imperdíveis

Se você gosta de aventura e tem experiência em trekking, vale a pena subir o Morro do Chapéu e apreciar a vista exuberante da Chapada das Mesas. Toda a subida é feita em rocha arenítica e tem grau de dificuldade alto, por isso só é recomendado para experientes. Mas se você curte um passeio mais tranquilo, aproveite a noite para caminhar pela bucólica Carolina e conhecer seus prédios históricos e a vida de suas praças.

No Complexo da Pedra Caída, você pode desfrutar da tirolesa mais alta da América do Sul e a segunda mais comprida do país — a primeira fica no município de Pedra Bela, em São Paulo. São 1,4 mil metros de comprimento e 392 metros, a vista é de impressionar!

E cartão-postal não pode faltar: o Portal da Chapada. De lá é possível avistar a vegetação do cerrado, os pilares da Chapada e o Morro do Chapéu através de uma moldura natural, esculpida no arenito. Seja de dia ou no pôr do sol, o ar puro e a beleza da natureza encantam. Não é à toa que, assim como o Jalapão, a Chapada das Mesas está conquistando os viajantes e as redes sociais.

Gostou dos destinos? Já foi ou pretende conhecer algum deles em 2018? Então conta aqui nos comentários!

Agradecimento: Fábio Arruda / Impressões de Viagens

Minha dica é dar um mergulho de uma vez, assim você se acostuma com a temperatura da água. (Foto: Glauci Barreto)

Conheça as 5 melhores praias de Arraial do Cabo para incluir no seu roteiro

O Rio de Janeiro é um estado que oferece muitas oportunidades turísticas, e entre elas estão as melhores praias de Arraial do Cabo. Localizadas em uma cidade pequena e aconchegante, elas possuem águas cristalinas: algumas esverdeadas e outras em um tom de azul incrível, semelhante ao das praias do Caribe.

E o melhor é que você consegue conhecer todas elas em apenas um final de semana. Mas lógico que a vontade de ficar é maior do que isso. Ficou curioso? Então acompanhe essa lista e encante-se com esse destino!

1. Prainha

É a primeira paisagem que surge após atravessar o arco que marca a entrada da cidade. Chegando de carro ou de ônibus, é possível avistá-la pelo lado esquerdo. As águas azuis turquesa confirmam que você está um dos melhores destinos do Rio do Janeiro. Dá vontade de parar ali mesmo e se jogar no mar.

Essa é uma das praias mais populares de Arraial, devido à facilidade de acesso e do seu entorno, que possui bons restaurantes, pousadas e casas para alugar. A extensão de areia é pequena e a maior parte possui barracas e quiosques para atender o público. O lugar é bem frequentado, mesmo em época de baixa estação e durante a semana.

Prainha. (FOTO: Flickr/lfalcao)

Prainha. (FOTO: Flickr/lfalcao)

Se você não gosta de muita movimentação, procure ficar no lado esquerdo da orla (para quem está de frente para o oceano). Lá não há quiosques e você pode ficar mais à vontade. Também é possível observar pescadores realizando o seu trabalho diário.

O diferencial dessa praia é que a água tem temperatura agradável. Se você ainda não sabe, prepare-se: as águas de Arraial são muito geladas!

2. Praia Grande

Mais perto do centro, temos a Praia Grande e seus 40 km de extensão. O que mais chama a atenção é a cor da água. São vários tons de azul, com uma transparência impressionante. O contraste do mar turquesa com a areia fina e branquíssima compõe um cenário paradisíaco. O mar costuma ser mais agitado, atraindo muitos amantes do surfe.

A orla conta apenas com calçadão, mirante e alguns quiosques, mas não é difícil encontrar restaurantes no início da praia. Isso porque o espaço faz parte da Restinga da Massambaba, uma Área de Preservação Ambiental. Outra curiosidade: em 2013, a praia ganhou uma estátua em homenagem à atriz Flávia Alessandra, natural da cidade.

Essa foto mostra o significado do nome da praia. (Foto: Flickr/falecomtony)

Essa foto mostra o significado do nome da praia. (Foto: Flickr/falecomtony)

Mas além da beleza, a Praia Grande possui uma característica típica: o mar tem uma das águas mais geladas do Brasil. A temperatura pode chegar até 8ºC, dependendo da época. Essa é uma das consequências do fenômeno da ressurgência, que traz águas muito profundas à superfície. Essa condição também atrai grande quantidade e variedade de vida marinha. A Praia Grande é ideal para o dia e para o fim de tarde, pois o pôr do sol é um dos mais bonitos de Arraial.

3. Praia do Forno

Agora vamos de aventura? Então prepare-se para fazer a trilha com destino à Praia do Forno. Ela fica do lado da Praia dos Anjos, de onde saem os passeios de barcos. A trilha é curta, leve e de fácil acesso, tem cerca de 20 minutos de duração. Se preferir, você pode fazer o trajeto de barco, que custa, em média, R$ 10. Mas ainda assim recomendo fazer a trilha.

No início há uma escadaria com pedras e areia batida. Dá pra ir de chinelo, basta ter cuidado e observar as placas. No caminho, há uma linda vista para a Praia dos Anjos e no final vem a grande recompensa: o mirante. Ele tem um visual incrível, que faz valer a caminhada. É perfeito para fotos! Ao concluir a trilha, você finalmente encontra a belíssima Praia do Forno, envolvida pela vegetação.

Início da trilha. (Foto: arquivo pessoal)

Início da trilha. (Foto: arquivo pessoal)

Vista dirante a trilha. (Foto: Rosana Romão)

Vista durante a trilha. (Foto: Rosana Romão)

Anjos, de onde saem os passeios de barcos. (Foto: Rosana Romão)

Vista pra a Praia dos Anjos, de onde saem os passeios de barcos. (Foto: Rosana Romão)

Mirante para a Praia do Forno. (Foto: arquivo pessoal)

Mirante para a Praia do Forno. (Foto: arquivo pessoal)

A cor da água aproxima-se do verde e possui a transparência característica de Arraial. A propósito, nenhuma foto desse post foi editada, exatamente para mostrar os tons naturais do lugar.

A Praia do Forno tem mar calmo e temperatura agradável. Isso significa que a água é fria, mas não tão gelada quanto a da Praia Grande. E se o dia estiver ensolarado, fica melhor ainda. Com snorkel ou até mesmo nadando, você pode observar tartarugas e grandes cardumes. A extensão de areia é pequena, mas a praia tem uma boa estrutura para receber os turistas: há restaurantes e barracas.

Mergulho na Praia do Forno. (Foto: Glauci Barreto)

Mergulho na Praia do Forno. (Foto: Glauci Barreto)

4. Prainhas do Pontal do Atalaia

Estamos chegando no lado mais fantástico de Arraial. Sabe aquelas fotos com uma escadaria enorme e um mar azul super convidativo lá embaixo? Esse é um dos pontos turísticos das Prainhas do Pontal do Atalaia! São duas praias que com a maré baixa, unem-se. Por isso o nome no plural. Esse destino está incluso em praticamente todos os passeios de barco, mas também vale a pena conhecê-lo por terra.

As prainhas têm água transparente, areia branca e uma vegetação riquíssima. É um verdadeiro paraíso! No canto esquerdo há a gruta do amor, lugar perfeito para tirar fotos. Nessa região também é possível observar a vida marinha mergulhando com snorkel. A água é tranquila e com poucas ondas, parece uma piscina.

Escadaria das Prainhas do Pontal do Atalaia. (Foto: Glauci Barreto)

Escadaria das Prainhas do Pontal do Atalaia. (Foto: Glauci Barreto)

O lugar tem esse nome porque é formado por duas praias. Com a maré baixa, elas se unem. (Foto: Saveiro Don Juan)O lugar tem esse nome porque é formado por duas praias. Com a maré baixa, elas se unem. (Foto: Saveiro Don Juan)

O lugar tem esse nome porque é formado por duas praias. Com a maré baixa, elas se unem. (Foto: Saveiro Don Juan)

Além do mar, a vegetação é impressionante. (Foto: Glauci Barreto)

Além do mar, a vegetação é impressionante. (Foto: Glauci Barreto)

O Pontal do Atalaia é uma penísula que divide espaço com as Prainhas e a Praia do Farol. Entre elas há um Boqueirão, passagem para mar aberto que separa a ilha do continente.

Nessa região, é possível realizar trilhas que oferecem uma vista espetacular. Se tiver oportunidade, aproveite para ver o pôr do sol no Pontal do Atalaia. Você irá fechar o passeio com uma das paisagens mais bonitas de Arraial.

Boqueirão (Foto: Saveiro Don Juan)

Boqueirão (Foto: Saveiro Don Juan)

Por do sol no Pontal do Atalaia. (Foto: Guilherme Pestana)

Por do sol no Pontal do Atalaia. (Foto: Guilherme Pestana)

Por do sol no Pontal do Atalaia. (Foto: Guilherme Pestana)

Por do sol no Pontal do Atalaia. (Foto: Guilherme Pestana)

5. Praia do Farol

Sem dúvidas, essa é a praia mais bonita da cidade. Como se encontra em uma ilha, o acesso só é feito de barco e o tempo de permanência é limitado, o que faz com que você aproveite cada minuto do passeio. O lugar é paradisíaco, com águas calmas (e geladas), em diversas tonalidades de azul. É ideal para boiar e mergulhar com snorkel.

Ilha do Farol. (Foto: Saveiro Don Juan)

Ilha do Farol. (Foto: Saveiro Don Juan)

Quanto maior a intensidade do Sol, mais bonita fica a cor da água. (Foto: Flickr/Flávio Furriel)

Quanto maior a intensidade do Sol, mais bonita fica a cor da água. (Foto: Flickr/Flávio Furriel)

Praia do Farol. (Foto: Saveiro Don Juan)

Praia do Farol. (Foto: Saveiro Don Juan)

Praia do Farol - Vale cada minuto! (Foto: Glauci Barreto)

Praia do Farol – Vale cada minuto! (Foto: Glauci Barreto)

Por ser uma área de reserva ambiental, controlada pela Marinha do Brasil, somente embarcações autorizadas têm acesso. É extremamente proibido desembarcar com qualquer tipo de plástico ou embalagem de alimentos. Todo esse cuidado proporciona uma experiência única e inesquecível, pois a beleza e a preservação do lugar impressionam.

São vários motivos que tornam a Praia do Farol especial: localização privilegiada, recifes de corais, centenas de cardumes, formações rochosas, árvore centenária, areia branca e fininha, além do mar, que torna tudo mais bonito. No passeio de barco é possível avistar a Fenda de Nossa Senhora da Conceição e a Gruta Azul. Não dá pra perder, não é mesmo?

Fenda de Nossa Senhora da Assunção de perto. (Foto: Saveiro Don Juan)

Fenda de Nossa Senhora da Assunção de perto. (Foto: Saveiro Don Juan)

Como chegar nas melhores praias de Arraial do Cabo?

A distância da capital carioca até Arraial do Cabo é de 162 km. A estrada é ótima, de carro o percurso é feito em 2h. Se quiser optar pelo transporte público, você terá que ir até a Rodoviária Novo Rio e pegar um ônibus da Auto Viação 1001. Saindo da Rodoviária Novo Rio, a viagem dura cerca de 3h e o trecho custa entre R$ 58 a R$ 77. Algumas empresas turísticas fazem o trajeto de van. Mas se não quiser pegar a estrada, essas mesmas empresas oferecem a viagem de balsa.

Chegando lá, faça o passeio de barco pelas principais praias. Ele tem duração de 4h, com paradas para você aproveitar melhor cada lugar. Existem vários barcos que fazem esse passeio. Eu fiz e recomendo o Saveiro Don Juan. Ele é o único que visita a Praia do Farol no primeiro horário do dia, ou seja, você encontra a praia deserta! O passeio custa R$ 70 (com água inclusa), mais R$ 5 da taxa de embarque do Porto.

Fenda de Nossa Senhora da Assunção e Boqueirão. (FOTO: Glauci Barreto)

Fenda de Nossa Senhora da Assunção e Boqueirão. (FOTO: Glauci Barreto)

Passeio em mar aberto com o Saveiro Don Juan. (FOTO: Glauci Barreto)

Passeio em mar aberto com o Saveiro Don Juan. (FOTO: Glauci Barreto)

Onde ficar?

A cidade tem hospedagem para todos os bolsos. Você pode encontrar um hotel, pousada, hostel ou até um imóvel pelo Airbnb. No centro, há opções mais baratas e você consegue se deslocar para vários lugares a pé. Mas se deseja ficar perto da praia, você pode escolher entre a Prainha, a Praia Grande e a Praia do Anjos.

As 5 melhores praias de Arraial do Cabo atendem a todos os perfis de viajantes. Há praias desertas, lotadas, com pouca estrutura ou com várias barracas e quiosques. Você pode escolher entre praia com mirante, com ondas para a prática de esportes ou com água calma, parecendo uma piscina. Em algumas, o acesso é feito apenas por barco ou trilha, mas em todas elas a sua experiência será inesquecível!

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Letreiro do Porto do Forno. (Foto: arquivo pessoal)

Letreiro do Porto do Forno. (Foto: arquivo pessoal)

Conheça a nova aeronave da Seleção Brasileira de Futebol

A GOL Linhas Aéreas Inteligentes apresentou nesta sexta-feira (3), no seu hangar, em Congonhas (SP), a nova aeronave que fará o transporte da Seleção Brasileira de Futebol, a #VoaCanarinho, com o símbolo e as cores do país.

Inspirada no apelido oficial da Seleção – que carrega o codinome desde 1954, quando passou a utilizar o tradicional uniforme amarelo-canário – a aeronave #VoaCanarinho representa a homenagem da GOL ao canto de 200 milhões de brasileiros torcendo pelo hexa.

A ideia foi presentear os jogadores, comissão técnica e os torcedores com algo que representasse, ao mesmo tempo, a nova fase do time e também toda a tradição da camisa verde e amarela. O primeiro voo da Seleção com a nova aeronave #VoaCanarinho será no dia 20 de março com destino a Montevidéu, onde enfrentará o Uruguai, pelas eliminatórias do mundial da Rússia.

O avião escolhido para receber o visual especial foi o PR-GUK, modelo Boeing 737-800 Next Generation, com capacidade para até 177 passageiros e equipado com wi-fi e sistema de entretenimento a bordo. A aeronave possui ainda configuração Sky Interior, iluminação de LED – que dão maior amplitude à cabine, e tomadas abaixo de todos os assentos para carregar equipamentos eletrônicos portáteis.

Transportadora Oficial da Seleção

A novidade marca ainda a renovação da parceria da GOL, que desde 2013 é a Transportadora Oficial da Seleção Brasileira, com a Confederação Brasileira de Futebol por mais quatro anos. Esse contrato foi viabilizado por meio do cumprimento das regras e parâmetros estabelecidos no Pacto pelo Esporte, do qual a companhia é signatária desde a sua fundação.

Esse pacto tem como foco a construção de um ambiente de negócios mais propício ao investimento esportivo, sobretudo de longo prazo, em linha com as boas práticas de governança e compliance.

Durante o evento, que teve a presença do técnico Tite, foi realizada também a convocação dos jogadores que irão compor o time na disputa das duas próximas partidas das eliminatórias. Foi a primeira vez que a CBF fez o anúncio fora do Rio de Janeiro.

A GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES

Em 16 anos de história, a GOL Linhas Aéreas Inteligentes ajudou a construir elos, aproximando pessoas e diminuindo distâncias com segurança e inteligência. A empresa teve um importante papel na democratização do transporte aéreo no Brasil, contribuindo para que cerca de 18 milhões de pessoas voassem pela primeira vez, tornando-se a maior companhia aérea de baixo custo e melhor tarifa da América Latina.

É ainda líder no número de passageiros transportados no mercado doméstico, tanto no segmento de lazer quanto no corporativo, e em pontualidade – de acordo com dados da Infraero e da OAG (Official Airline Guide), empresa especializada e independente para monitoramento de pontualidade mundial.

A GOL possui a maior oferta de assentos com o selo “A” da ANAC, disponibilizando ainda mais conforto em seus 800 voos diários, para 63 destinos, domésticos e internacionais para a América do Sul e Caribe.

A companhia mantém alianças estratégicas com três grandes parceiros mundiais: Delta Air Lines, Air France e KLM, além de disponibilizar aos clientes doze acordos de codeshare (compartilhamento de voos) e mais de 70 de interline, que trazem mais conveniência e facilitam as conexões para qualquer lugar destas alianças.

Com o seu programa de relacionamento SMILES, é possível acumular milhas e resgatar bilhetes para mais de 160 países e 800 destinos em todo o mundo. Além disso, a Gollog capta e distribui cargas e encomendas em aproximadamente 2.500 municípios brasileiros e dez internacionais.  

10 coisas que você precisa saber sobre Tambaba, a praia de nudismo mais conhecida do Brasil

Desde que fiz o check-in em Tambaba, na Paraíba, e publiquei em uma rede social, recebi várias mensagens de amigos e conhecidos impressionados com a minha “coragem”, além de inúmeros questionamentos de curiosos sobre a praia de nudismo mais conhecida do Brasil.

Devido a essa procura resolvi fazer um post sobre esse lugar lindo, que causa tanta polêmica. Apesar de ter algumas restrições, a entrada é gratuita e requer apenas coragem e respeito. Você não precisa ler todo o texto para chegar à conclusão que eu quero passar. De início já quero lhe dizer: você precisa ter essa experiência.  E vou te contar o porquê nessa listinha que preparei.

Mirante de Tambaba, de onde podem ser vistas as falésias, a vegetação e o mar. (FOTO: Rosana Romão)

Mirante de Tambaba, de onde podem ser vistas as falésias, a vegetação e o mar. (FOTO: Rosana Romão)

1 – Tambaba nua e Tambaba vestida

Muitas pessoas pensam que ao chegar a Tambaba já serão recepcionadas por pessoas peladas. Na verdade você vai encontrar o guarda do estacionamento com um sorriso no rosto dando as boas vindas. Até então as pessoas estão chegando na praia vestidas. Isso porque a praia se divide em duas, uma reservada para os naturistas e a outra para quem não quer tirar a roupa, além de outras praias próximas.

Na praia de Marcelia, as pedras formam uma pequena enseada que convida ao repouso. Na praia da Arapuca, é possível surfar e desfrutar do visual das falésias, que são as mais famosas da Costa do Conde. A área é servida com restaurante, piscinas naturais e uma beleza de ficar babando. Não é à toa que possui um mirante, é um lugar para ser admirado. Portanto, se você não tem coragem de ficar totalmente sem roupa poderá explorar essa área, e com certeza irá gostar.

Já para os mais aventureiros, surpresas o aguardam depois do portal. A área dos naturistas fica isolada, separada por um portal.

Portal que separa a área de nudismo. (FOTO: Rosana Romão)

Portal que separa a área de nudismo. (FOTO: Rosana Romão)

2 – É um ambiente familiar

Isso mesmo que você leu. Encontrei várias famílias com crianças na praia de nudismo. E por momento algum vi as crianças assustadas ou tendo alguma reação de espanto. O ambiente é tão natural (literalmente), que até as crianças não veem maldade em nada. Você também irá encontrar vários casais, gays, héteros e grupos de amigos. Mas as pessoas costumam ficar bem afastadas umas das outras, respeitando a privacidade.

3 – Tem lei regulamentando o naturismo e impõe regras

Não é só chegar e tirar a roupa não. É preciso respeitar a lei. A praia de Tambaba pertence ao município de Conde, na Paraíba, e a lei  309/2004 estabelece normas para o ingresso de banhistas. Primeiramente, é proibido o uso de qualquer peça de roupa ou vestimentas incompatíveis com o naturismo. Não é permitido fotografar ou filmar pessoas nuas sem o devido consentimento. Não pode levar animais ou poluir a praia.

Homem desacompanhado de mulher não pode ingressar na área. Constrangimentos aos naturistas com atitudes ativas ou passivas não são permitidos, assim como a prática de gestos, ações e propostas que tenham conotações sexuais. É vetado o trânsito de qualquer tipo de veículo. Tudo isso é fiscalizado por agentes que rondam a praia.

As falésias encantam a paisagem. (FOTO: arquivo pessoal)

As falésias encantam a paisagem. (FOTO: arquivo pessoal)

4 – É terapêutico

Inicialmente tem-se a ideia de que o erotismo vem a partir da nudez, mas com poucos minutos no local você muda o pensamento. Até já li que a maldade está no tecido.

Eu, quando saí da praia, fiquei com a impressão de que nossa mente é suja ao ponto de não conseguir imaginar a nudez como algo natural, que o é, desde o nosso nascimento, desde o início do mundo.

Compreendi um pouco da cultura indígena. Eles conseguem viver harmoniosamente sem roupa, nós é que complicamos tudo. Estar em Tambaba é perceber que existe uma outra forma de vida, e embora você não concorde ou não queira para você, respeita.

5 – Use protetor solar

Como já diria aquele filósofo Pedro Bial, use filtro solar. E se for em Tambaba, use mesmo! Primeiramente, porque o clima é quente e exige uma proteção maior. Depois, porque como você não costuma expor o corpo 100% ao sol, precisará passar o filtro solar nos órgãos genitais e nádegas.

As mulheres devem passar principalmente nos seios, pois são sensíveis e merecem cuidado. Essa foi uma das coisas mais estranhas que senti, porque nunca havia passado protetor nas partes íntimas. É divertido. Para quem gosta de ir à praia e ficar sem marquinhas, Tambaba é o melhor lugar.

6 – Processo psicológico de aceitação do próprio corpo

Desde a hora em que você passa pelo portal e desce a escada, se depara com a nova experiência ao ler a placa: “a partir deste ponto, a nudez é obrigatória”. É mais complicado para algumas pessoas, mas em geral, despir-se e seguir o passeio é um processo psicológico de aceitação do próprio corpo.

Você caminha e só sente o peso de si mesmo, o vento tocando sua pele, o sol aquecendo o corpo, é um conjunto de sensações que faz você perceber que tudo isso te pertence. Aos poucos começa a orgulhar de si, independente do que sempre te disseram sobre beleza. Tambaba não é um desfile de corpos sarados, e sim a natureza humana exercendo sua democracia. Garanto que após algumas caminhadas e mergulhos, você vai amar o seu corpo como nunca antes.

Normalmente há mais movimentação nos finais de semana. (FOTO: divulgação)

Normalmente há mais movimentação nos finais de semana. (FOTO: divulgação)

7 – Conselhos de amiga

Mulheres que pretendem ir sozinhas, sugiro que se reúnam em duplas ou até grupos para evitar engraçadinhos. Em geral, as pessoas se respeitam, mas sempre tem aquele carinha sem noção que vai reagir de forma infantil. Estar acompanhada vai ser mais confortável para despistar esses gaiatos.

Aconselho a ficar no local até, no máximo, 17h30, pois quando anoitece não há iluminação suficiente e a fiscalização diminui, não acho tão seguro quanto de dia. E, enquanto permanecer na praia, procure ficar na área cercada pelas pedras. Você pode até caminhar pela praia um pouco depois das pedras, mas o local é totalmente deserto e não oferece segurança.

8 – Festival de Surf e Tambaba Fest

Não é só de naturismo que vive a região, há também eventos que movimentam o turismo local. O Tambaba Open Surf e o Tambaba Fest movimentam a praia no segundo semestre do ano. O Open Surf foi idealizado por Carlos Santiago, dirigente do Movimento NU (Naturistas Unidos). O objetivo é difundir a filosofia naturista por meio do esporte.

Já o Tambaba Fest trata-se de um festival musical com duração de quatro dias na praia naturista. É a época mais movimentada do turismo local. A edição de 2016 aconteceu nos dias 20 a 23 de outubro.

Serviços de bares, restaurantes e pousadas são oferecidos aos naturistas. (FOTO: divulgação)

Serviços de bares, restaurantes e pousadas são oferecidos aos naturistas. (FOTO: divulgação)

9 – Prepare-se para as reações de amigos e familiares

Eu nunca recebi tantas mensagens quanto no dia em que fiz o check-in na praia. Acho que até mais do que no meu aniversário, e de pessoas que eu nem esperava. É um misto de repressão com curiosidade. Uns te julgam, outros fazem mil perguntas ao mesmo tempo, e alguns não acreditam que você foi mesmo e vão te perguntar várias vezes a mesma coisa. Mas sempre no final da conversa vão terminar com essa frase: gostaria de ter essa coragem.

10 – Você vai querer voltar

Tambaba é uma experiência que todas as pessoas devem ter. Mesmo os mais tímidos, pois são os que mais precisam viver o naturismo. Se preferir não tirar a roupa, vá para a Tambaba vestida, que também é belíssima e vale o registro. Se estiver com tempo livre, aproveite para conhecer outras praias, como Coqueirinho e Tabatinga. Mas garanto que se você for em Tambaba nua verá que não é um bicho de sete cabeças, como muitas pessoas pensam.

Para ter uma noção, quando conheci Tambaba meu intuito era só passar por lá, tirar uma foto e seguir para outras praias de João Pessoa. Mas me dei a oportunidade de conhecer Tambaba nua e fiquei lá o dia inteiro. Nem fui para as outras praias pois quis aproveitar o máximo. Certamente você vai querer voltar.

Coqueiro entre pedras é o cartão-postal de Tambaba. (FOTO: Rosana Romão)

Coqueiro entre pedras é o cartão-postal de Tambaba. (FOTO: Rosana Romão)

Bônus – O que fazer quando chegar lá?

Para quem acha que vai chegar lá e não saber o que fazer, vou dar algumas opções que funcionaram comigo. Primeiramente, entregue seus pertences para alguém que esteja te acompanhando e experimente caminhar pela praia. Depois tome um banho de mar. Você já sai da água se sentindo parte da natureza.

Em seguida, vá ao bar sozinho. Os funcionários usam roupa devido à vigilância sanitária, então causa um estranhamento e por um instante você pode pensar que o garçom vai ficar olhando pro seu corpo, mas eles são acostumados e profissionais.

Outra dica é interagir, seja para conversar ou pedir uma informação para alguém que esteja na mesma condição. Isso ajuda a quebrar o gelo e você se sente mais “normal”. E, por último, tire uma foto artística para mostrar aos netos. No futuro você vai olhar para a foto e se orgulhar, não só do corpo como de toda a experiência.

O mirante possui um quadro para você levar uma foto de recordação. (FOTO: arquivo pessoal)

O mirante possui um quadro para você levar uma foto de recordação. (FOTO: arquivo pessoal)

Para quem procura por comidas típicas, o Parraxaxá é o lugar. (FOTO: Divulgação)

Guia de viagem: melhores lugares para comer e beber no Recife

Como comer e beber são duas coisas importantes em uma viagem, listei aqui os lugares mais legais que já visitei no Recife. Claro que tem muito mais, porém ainda não consegui conhecer todos. Até porque é sempre bom você terminar uma viagem dizendo “ah, mas faltou conhecer tal canto”, porque é o motivo que você tem para voltar. Então segue a lista com 10 opções, incluindo bares, restaurantes, mercearias e paleterias que vão te fisgar pela boca!!

1 – Bar Central

Bar e Restaurante Central: um passeio histórico e boêmio. (FOTO: divulgação)

Bar e Restaurante Central: um passeio histórico e boêmio. (FOTO: divulgação)

Um lugar para você ir de dia e de noite. Ao andar pela rua Mamede Simões, o Bar Central pode passar despercebido pois mistura-se aos inúmeros bares e botecos localizados na mesma rua. Estes, que ficam em frente ao Central são chamados de “Frontal”. Em qualquer horário que você for, ele vai estar movimentado. O que marca o lugar são as inúmeras imagens antigas do Recife, que decoram as paredes, cardápio e até porta-prato (aqueles de papel, no estilo do Mc Donalds).

Ao entrar, você se depara com uma imagem do Recife via satélite. Não tem como não respirar a cultura dessa cidade. Para continuar o estilo vintage, o cliente pode escolher a própria trilha sonora na junkebox dos anos 40. Tons de cinza, além do vermelho e marrom dão cor à casa. Com mesas na calçada, no salão e no mezanino, você pode escolher onde almoçar, tomar um chopp ou petiscar no mesmo ambiente.

Quem curte cachaça pode saborear diversas bebidas, onde uma página do cardápio é direcionada a esse público, além de visualizar parte das garrafas logo na entrada. A Seleta e a Anísio Santiago são bastante pedidas. Há dois menus indianos livres de carne, frango e peixe para agradar os vegetarianos.

2 – Parraxaxá

Carne de sol, baião de dois, escondidinho de charque, paçoca. Macaxeira frita, canjica, pamonha, mugunzá, tapioca, pão assado na brasa com manteiga de garrafa e feijão verde (que não é como o de Fortaleza). Ovo, café com leite vindo da fazenda, tortas, cocadas, pé de moleque, bolo de milho, doce de leite e de laranja. Ufa! Parece cardápio de festa junina mas é só parte do buffet do Restaurante Parraxaxá, que tem 120 opções.

Se você gosta de comidas típicas, se prepare. A culinária e a decoração vão te impressionar. O restaurante tem desde quadros do Gonzagão, até as pinturas, esculturas de barro dos trios nordestinos, cangaceiros e mulatas namoradeiras.Tem cenários de madeira que representam as cidades do sertão nordestino, com igrejinha, casas pequenas e coloridas, com bananeiras ao lado. É de fazer qualquer nordestino orgulhoso da sua terra.

Os amantes de doces podem se deliciar com pudim de rapadura, cartola e o famoso bolo de rolo. Todo o ambiente é decorado com objetos típicos pernambucanos. Até os funcionários vestem uma roupa típica e recebem os clientes com esse sotaque maravilhoso (o mais bonito do Brasil, na minha opinião). Você pode deliciar com as opções do buffet no café da manhã, almoço e ceia.

O nome do restaurante é um grito de guerra usado para acirrar os ânimos dos bandos de cangaceiros, durante as lutas com as volantes, espécie de polícia da época do cangaço. Atualmente o estabelecimento conta com duas sedes, uma no Bairro Boa Viagem e outra no Bairro Casa Forte.

3 – Carvalheira

O espaço também é utilizado para eventos. (FOTO: TripAdvisor)

O espaço também é utilizado para eventos. (FOTO: TripAdvisor)

Essa é para os pinguços de plantão! A Carvalheira é um dos lugares mais badalados do Recife. Em qualquer festa que você vá, vai encontrar gente bonita e boas opções musicais. Mas além de ser uma casa de show que você pode se divertir à noite, é legal conhecer o lugar de dia, conhecer os produtos da cachaçaria, aprender a fazer uma caipirinha com a “cachaça preta”, passar pelos toneis gigantes e, claro, degustar. As que eu mais gostei foram a Reserva Especial Raízes (que eu chamo de cachaça preta), a Carvalheira Alambique e a Carva Mel e Limão.

4 – Degusta

Quem já foi no Recife sabe o quanto faz calor, seja de dia ou de noite. Então é importante se hidratar e se refrescar de alguma forma. E o picolé é uma ótima opção para isso. Quem acha que a moda das paletas mexicanas passou é porque ainda não conhece a Degusta, uma franquia especializada no assunto. São 25 sabores, incluindo bolo de rolo, com whey protein e até com álcool! Os preços variam entre R$ 6 (de frutas), até R$10.

Há opções de paletas recheadas, cremosas, 100% fruta, especiais e sobremesas. Para os nordestinos de plantão, tem de tapioca com beijinho, café doce de leite, coco com brigadeiro e paçoca. Meus preferidos são: cajá, açaí com banana, ninho trufado, coco cremoso e mousse de maracujá. A Degusta tem sete sedes: Pina, Casa Forte, Candeias, Riomar, Caruaru e duas lojas em Porto de Galinhas.

5 – Underground Sports Bar

Primeiro, você se sente em Londres. Com nível abaixo da calçada e escadas para baixo, você se sente entrando em uma estação de metrô. Ao entrar, já percebe uma característica fundamental: tem música boa. E depois, se sente num clube de viciados por esporte. São mais de 20 TV’s ligadas mostrando os mais variados esportes. Tudo ao mesmo tempo. Sem falar na comida e bebida impecável.

O Underground Sports Bar foi criado em junho de 2013. (FOTO: Divulgação)

O Underground Sports Bar foi criado em junho de 2013. (FOTO: Divulgação)

Outra característica muito forte é como eu explico esse bar pros meus amigos: você tem que falar gritando. Mesmo que as pessoas estejam ao seu lado! Haha! E nem adianta pedir ao garçom para baixar, que ele vai dar essa resposta: é o estilo do bar. Parece chato, no começo você se incomoda um pouco mas depois se acostuma e até gosta. Para ficar ainda melhor, eles dispõem de sinuca, dominó, dardos, gamão e jukebox, para animar ainda mais a noite.

Uma das coisas mais legais é o karaokê, que acontece todos os domingos a partir das 20h, com a banda entrando de fininho, fazendo um show ao vivo onde os clientes, através de um cardápio musical, escolhem a sua música e são os vocalistas. Depois de ter virado a sensação nas transmissões da Copa, o Underground ficou com essa herança de ser um dos melhores lugares de Recife para encontrar amigos e se divertir.

A luz é fraquinha e passa a sensação que a grande atração do lugar são as pessoas que estão ao seu lado. Não é um lugar perfeito para jantar, porque provavelmente você vai gastar muito dinheiro e não terá tanta privacidade, mas é o lugar ideal para petiscar, tomar uns chopps, assistir a uma partida de futebol, uma luta do UFC e se sentir em Londres, pois tanto o ambiente quanto a gastronomia são tipicamente ingleses. Minha dica é experimentar os driks (bem elaborados) e os sanduíches, além de soltar o gogó no karaokê.

6 – Mercearia e Bar do Seu Vital

Sabe bodega? Aquela bagunça organizada que você encontra de tudo? É a mercearia do Seu Vital. Um balcão com salgadinhos, bolachas, garradas de bebida que dividem espaço com uma velha balança (que ainda é utilizada). Há 47 anos, o armazém, localizado no Bairro Poço da Panela, oferece produtos como embutidos, café, enlatados e até produtos de limpeza. Mas é no final da tarde que a magia acontece, o anfitrião Vital Bezerra, de 71 anos, transforma seu estabelecimento em bar.

Com tira-gostos, bebida à vontade e mesinhas na calçada, o lugar chama a atenção de quem passa em frente à Igreja de Nossa Senhora da Saúde. O Poço da Panela lembra também uma pequena cidade do interior. A tradição da boemia se estabelece e faz do lugar um “patrimônio” do bairro, atraindo, além de moradores, turistas. E não há quem resista ao sorriso acolhedor de Seu Vital e às saudações de seu papagaio Dudu. Como não achei nenhuma página sobre o lugar, segue o endereço: Rua Álvaro Macedo, 4 – Poço da Panela.

7 – Boteco Maxime

Vista do Boteco Maxime. (FOTO: Rosana Romão)

Vista do Boteco Maxime. (FOTO: Rosana Romão)

Eis o melhor lugar para você passar o fim de tarde e assistir o pôr-do-sol de frente para o mar. Localizado no Bairro Pina (esse é o bairro com mais bares por metro quadrado), ele é bem parecido com o Boteco Praia de Fortaleza. O cardápio conta com comida de boteco, frutos do mar e bebidas geladinhas para refrescar.

Visualmente não tem como desagradar, o lugar ainda tem o painel do antigo restaurante Maxime, ao lado há janelões para quem deseja ver o mar mas ficar longe do barulho da calçada, e tem a área externa que faz com que você se sinta num lounge de uma dessas barracas de praia badaladas de Fortaleza.

Outra coisa que lembra a praia são os garçons que passam oferecendo pratos prontos, como caldinho de feijão, casquinha de caranguejo, empada e coxinha de camarão nas mesas. Lógico que é bem mais higiênico e agradável do que os ambulantes da nossa querida PF (Praia do Futuro). Para os pinguços, tem muitas opções de uisques, cervejas e caipirinhas (a de cajá é a minha preferida). E por fim, só resta admirar o pôr do sol e o anoitecer nesse lugar privilegiado do Recife, que é o Boteco Maxime.

8 – Bar do Neno e Lula

Bar do Neno e Lula tem tudo o que você precisa em um só lugar. (FOTO: divulgação)

Bar do Neno e Lula tem tudo o que você precisa em um só lugar. (FOTO: divulgação)

Dois bares vizinhos, colados, parede com parede. Isso vai dar problema, não é não? Não. Os dois bares são um só, mas divididos porque cada um tem sua decoração específica. Os dois têm uma varanda na calçada, que é ótimo para aliviar o calor de Recife.

No Neno, você tem que chegar já pedindo o caldinho de feijão. Ele vem acompanhado de um prato com alguns tira-gostos para melhorar a refeição. Queijo coalho, ovo de codorna, torresmo, limão e vinagrete. Assim, você já sabe que não vai sair dali tão cedo. Tradição na terra do frevo, é disparado o petisco que mais vende na casa. Dia de sábado tem um grupo de chorinho pra deixar o clima mais especial.

A coxinha do Neno, kibe, empada de queijo do reino, queijo coalho assado com tomates, frango desossado com farofa de ovos, são muitas opções. Costeletas ao molho barbecue, sanduíche de rosbife acompanhado com batatas fritas, asinhas de frango e pastel de três queijos. Tá com água na boca, né? Pois para você ficar mais surpreso ainda, saiba que as iscas de fígado acebolado são uma delícia. Mesmo sem gostar de fígado, você precisa provar.

O Lula é especializado em frutos do mar e umas comidinhas mais elaboradas. Mas a cerveja gelada é padrão dos dois bares. Há também os pratos típicos para você ter um almoço bem caprichado, com baião, sarapatel, farofa, feijoada e muito mais. Não posso esquecer de falar no atendimento agradável e na principal dica: se beber, não dirija! Mesmo que seja de bicicleta (tem um bicicletário no bar), não se arrisque e nem arrisque a vida dos outros. Até porque, todos que vão querem ter a oportunidade de voltar no Bar do Neno e do Lula.

O açaí pode ser servido dentro de um coco, e ser acompanhado com água de coco. (FOTO: divulgação)

O açaí pode ser servido dentro de um coco, e ser acompanhado com água de coco. (FOTO: divulgação)

9 – Ponto do Açaí

Com cinco sedes na cidade (em breve seis), o Ponto do Açaí tem o nome autoexplicativo. Se você gosta dessa fruta, tem que ir nesse lugar. Eles tem um cardápio extenso, com variados tipos de açaís. Uma coisa que eu achei muito legal é que você não precisa ficar chamando o garçom, no guardanapo há um dispositivo que você aciona e o garçom já vem até você.

Além de açaís, a casa tem sanduíches para complementar a refeição. Seja depois de praticar uma atividade física, ou mesmo para aliviar o calor, a casa tem as melhores opções, com preços de, no máximo, R$ 30, a opção grande do Fronzen: são 1050 ml de açaí grosso, acompanhado de morango, kiwi e banana e granola.

Mas pra quem não está tão faminto ou não seja tão viciado, deixo a dica do meu preferido: Açaí Tropical. Gente, ele é servido no coco verde! Ou seja, você vai experimentar açaí grosso, com morango, kiwi, banana, granola dentro do coco. No fim, ainda dá pra comer aquela “carne” do coco e, por último, tomar um copo de água de coco. O Ponto do Açaí está nos bairros Boa Viagem, Casa Forte, Piedade, Aflitos, Graças, em breve no Pina e também tem a opção delivery.

10 – Bar do Galo

Desculpa mencionar esse bar em um post sobre Recife, mas poxa, é um lugar incrível e você não pode ir embora de Pernambuco sem conhecer. Ele fica em Maracaípe, no município de Ipojuca (o mesmo de Porto de Galinhas). Fica a 75 km de Recife, mas vale a pena o esforço. O Bar do Galo fica em uma “ilhota” entre rio, mangue e mar, bem próximo do Pontal de Maracaípe. Após estacionar, você precisa pegar uma jangada para fazer a travessia, e paga só R$ 2,50.

O ideal é que você chegue cedo, quando a maré ainda está baixa. Assim, você vai aproveitar a área útil em uma bancada de areia. Inicialmente você se sente em uma barraca de praia como outra qualquer, mas com um visual muito mais caprichado. Dá pra fazer um passeio de stand-up, caiaque, ou mesmo mergulhar no rio. O preço dos petiscos e drinques é mais salgado que os de uma barraca de praia comum. Mas você não tem o privilégio de ter a mesa flutuando sobre a água em uma barraca de praia comum.

Bar do Galo, em Maracaípe. (FOTO: Divulgação)

Bar do Galo, em Maracaípe. (FOTO: Divulgação)

Mencionei isso porque, à medida que a maré vai subindo você se molha mais. Primeiro os pés, depois com água até o joelho, em seguida até a cintura, e se você for baixinha, pode ir até a altura do peito. No final da tarde aparecem alguns mosquitinhos, que é quando o bar se prepara para fechar. Caso você se incomode é só falar com o garçom que ele traz um repelente. A hora que fecha também é anunciada pelo nível da maré e pelo pôr-do-sol.

É engraçado quando um caranguejo passa pelos seus pés. Como a água é muito limpa, dá pra ver ele passando. Mas eles já estão acostumados com a presença dos visitantes, não machucam. Você se sente literalmente, no maguebeat, que tanto Chico Science falava.